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Anivesrário de São Paulo, Minha, Nossa Cidade




São Paulo, lugar onde eu nasci.
Era um lugar tranquilinho, cheio de garoa, frio.
São Paulo tinha Bondes, Lotação, poucos ônibus e pouco trânsito, pessoas mais bem vestidas nas ruas do que hoje em dia.
Os carros eram importados, cadilaques, "rabo de peixe" de cores exóticas, verde água creme, lindíssimo, e assim por diante. Carros pretos haviam muitos também, todos eles eram raros.

O pão era vendido na porta de casa, e fazíamos anotações na carteira do padeiro para pagar a continha no final do mês. Diariamente ele passava à porta de nossa casa e abria uma cesta cheia de pães francês, bengala, e alguns pães doces, todos fresquinhos. Deliciosos. Sabíamos o nome dele e ele o nosso, vejam só!

O tintureiro, geralmente japonês, assim como o padeiro, pegava os ternos do papai e as roupas que não se podiam lavar em casa como toalhas de linho e alguns vestidos de festa com tecidos que exigiam cuidados especiais.

Em São Paulo, quando eu era pequenininha não tinha geladeira. Ela chegou nos anos 50/60. Raras eram as pessoas que numa rua inteira tinham uma geladeira. Depois a televisão, mas todos, ou a grande maioria tinha o rádio nas suas casas.

A vitrola que tocava discos lindos para mim era o móvel mais importante da casa, talvez como ter hoje em dia uma LCD de 52 polegadas na sua sala de TV. Eu ouvia "Johnny Mathis" - "The Beatles" - "Metais em Brasa" maravilhosos!!! "Tom Jones" ah, era demais!!! "The mamas and the papas - California dreamin" "Celi Campelo", Wilma Bentivenha".

São Paulo era assim calmo, calmo, havia tempo para tudo.

Todos os consultórios médicos ou grande parte deles, eram no centro da cidade. Aproveitavamos o dia para um belíssimo passeio. Para comer, visitar o Mappin Stores que ficava de fronte ao Teatro Muncipal. Alí podiamos tomar um chá delicioso com amanteigados, sanduichinhos feitos quase que como na cozinha de nossa casa. Com carinho e personalidade.

Tanta coisa havia boa em São Paulo que cresceu tanto.

O cine Marrocos era chiquérrimo, um acontecimento ir ao cinema.

Nós somos filhos desta cidade, mas esquecemos isso e nos sentimos mães e pais de São Paulo, pois ela cresceu, e acompanhamos tudo! Sampa, ficou independente, cheia de gente dentro dela, trânsito maluco, ônibus para todo lado, o clima mudou demais de uns tempos para cá, tudo ficou longe e nos separamos por bairros. Conhecemos o nosso e olhe lá!

Acabaram com os Bondes que não poluem a cidade, que da um ar romântico... Com os trens que podiam nos levar para outras cidades; - Lotação, nem pensar! Ninguém quer se misturar... O barulho de helicópeteros é constante na vida do paulistano, as ambulâncias, bombeiros, tiros até!!! Temos medo de assalto, temos carência de hospitais, de condução, de metrô para toda cidade, de pessoas que nos saúdam nas ruas, que nos reconheçam como gente que somos, mas não ficamos sem São Paulo, assim como não ficamos sem nossos filhos.

São Paulo 455 anos! Parece muito, mas é pouco para o tanto ainda que ainda vai amdurecer.

Obrigada São Paulo, por tantas emoções. Por todas as opções e ofertas que você nos presenteia diuturnamente, com uma infinidade de fármacias, padarias, supermercados, hospitias, comunidades, restaurantes, mercados de alimentos, flores, lojas faculdades, e principlamente pelo povo que você incansávelmente recebe todo santo dia e acolhe da forma que pode.

Torço para você diarimente. Torço para que nossos governantes abram suas cabeças e seus corações para aliviar a sua vida e assim poder tratar melhor da sua gente. Sabemos que você não dá conta de tudo, mas também não abrimos mão desta festa constante que você nos oferece apesar da confusão estabelicida nas nossas vidas, entre você e nós! Te amo São Paulo!

Dizem que Deus é brasileiro, então peço a ELE que olhe por nós todos! Ele olhando por você, está olhando por nós! Parabéns

Comentários

  1. Amo Sampa!!!!
    Meu marido me dizia: Vc. não pode viver sem Sampa.Estou vivendo sem Sampa ha 22 anos.Verdade é que aí vou todos os anos matar a saudade,rever os lugares que me trazem recordações lindas e retornar feliz ao Velho Mundo pensando:Faltam 364 dias para voltar a Sampa " desvairada"...como disse Mario de Andrade.
    *Beijos da anonima " EUNI" RS

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  2. Adorei sua descrição do São Paulo que eu não conheci... É muito diferente do que eu conheço, mas é da mesma forma querido, da mesma forma parente da gente!

    Muito obrigado pela visita no Pena!
    Beijos!

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  3. Puts,como o tempo passa. Quando criança lá pelos idos da decada de 60 do seculo passado, a maior diversão para nós crianças pobres do Cambuci era pular o muro que cercava o Parque Shangai. Isso mesmo,Parque shangai uma especie de Play Center da época. Minha falecida Tia Ana irmã de minha mãe fazia de tudo para ajudar arrumar algum dinheiro para o nosso sustento. Certo dia, ela soube pelas fofoqueiras da minha rua que estava
    vagando o lugar da mulher que fazia a Gostozona no quadro MONGA A MULHER MACACO. Não deu outra... Lá foi minha tia pleitear a tal vaga. Quando o diretor do Parque olhou para a minha tia ele foi contudente:
    -Com este corpo... Só se for para fazer a "Macacona". Com isso,eu aprendi o qto de humildade e paciencia tinha aquela mulher, ela não esboçou a menor reação, apenas disse:
    -Faz sentido,é a lei de Darwin... O homem não descende do macaco? Aceito a empreitada e por vários anos lá ficou minha tia ganhando o nosso sustento pulando e macaqueando feito uma doida no Parque Shangai! Que saudades daquela época!

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  4. desculpe escrevi gostozona com z pois as gostosas da minha rua sempre acabavam lá na Zona do meretricio...Rssss

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  5. São Paulo... me bateu uma saudade daquele tempo... das mercearias, dos padeiros deixando pão na porta, do leiteiro... dos Bondes, do Mapim enfim eram outros tempos... Parabéns a essa linda cidade q eu tanto AMO!!!

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