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A "inguinorância é que astravanca" o nosso país


Pois é, a maioria de vocês sabe que fui fazer uma pequena viagem de navio. Foi ótimo.

No passado os navios eram menores e sendo assim, a quantidade de passageiros era menor também. Digamos que havia no máximo em torno de 600/700 pessoas mais ou menos! Isto para uma empresa de infraestrutura como uma Linea "C" por exemplo, é brincadeira. Pois, num grande restaurante, em um dia, pode-se receber este tanto de gente.

A coisa era mais personalizada. O Maitrê era capaz de fazer uma pasta especialmente para você encostadinho à sua mesa! A comida, era gostosa e o jantar era um grande acontecimento. Atualmente, tanto a comida quanto o jantar, não têm mais glamour!

Mas isto é sabido por nós quando compramos uma passagem para um navio deste porte, com capacidade para 3400 passageiros.

Até aí tudo bem, ele tem seu encantamento! É lindo. Mas algumas pessoas que estão nele são divertidas demais! E nunca fizeram viagem nenhuma na vida, tamanha simplicidade.

Ao chegarmos ao saguão da CONCAIS, onde as pessoas aguardam a liberação para a entrada no navio, recebemos a ordem de retirar o Vaucher em determinado lugar para fazer o check-in..

Enquanto aguardamos, como que por encanto, sinto um toque no meu braço e vejo uma mocinha linda demais, de chapéu, quase uma atriz! Ela me pergunta: "Por favor, onde eu vou ver o Walter? E o Chiquinho? Preciso falar com eles e retirar o quê? Você pode me ajudar?”. Olhei para ela e não acreditei no que ouvia, e juro que pensei que ela estivesse tirando um sarrinho da minha cara, assim, já em ritmo de viagem, manja? Dei uma risada aberta e brinquei com elas, (estavam em quatro, - me cercaram a espera de informações). Alegrinhas, todas nós, disse a elas que eram muito engraçadas, pois, nunca tinha relacionado o nome à pessoa! Ficou um instante meio de "ERGH" no ar. Elas não me entenderam, e continuaram a falar mais que a boca, e mostrando o envelope que traziam nas mãos com a ordem de viagem para a retirada do Vaucher estavam excitadíssimas a espera de Walter e Chiquinho. Só aí então é que percebi que a pergunta era séria. Respirei fundo e com muita calma expliquei aquilo que elas não haviam entendido. E sem nenhuma surpresa, acharam legal.

Estranhei muito o silêncio das inocentes, pois, muitas vezes eu rio de mim mesma. Acho que isto é um bom sinal.

Comentários

  1. ahahahahahahaha! Vem cá! Não estariam essas meninas bem naquela idade em que existe um idioma onde a cada 10 palavras pronunciadas, 11 são a palavra "tipo"?

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  2. Esqueci: e aquela caricatura da "Vítima da Quinta"? Morri de rir.
    Beijo.

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  3. Conceição,

    No seu lugar minha reação seria um misto de perplexidade com ataque de risos.

    Depois da mala, você passa por essa, héin?

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  4. Hoje só estou passando para desejar um feliz dia do blogueiro,
    com um final de semana cheio de amor e esperança.
    Aproveito para deixar um lindo poema de Mário Quintana


    Amar: Fechei os olhos para não te ver e a
    minha boca para não dizer...
    E dos meus olhos fechados
    desceram lágrimas que não enxuguei,
    e da minha boca fechada
    nasceram sussurros e palavras mudas que te dediquei....
    O amor é quando a gente mora um no outro.

    (Mário Quintana)

    Abraços:Eduardo Poisl

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  5. Já não sei se vou achar piadinha à história da mala!!...
    Preferia trocar com você: você me dava o lugar pra falar com a bonequinha e você podia ficar mesmo contando a história da mala roubada no seu computador...
    Ah... A bonequinha era mesmo uma actrizinha linda demais, né?...
    Eu seria o cicerone e mostraria a ela o Walter... e olha, o Chiquinho também, não sei, eu mostraria tudo pra ela... Num cruzeiro com tanta gente, eu estaria com uma sorte danadinha, sabe?!...
    Porquê tá rindo?... Não tou sendo machista, tou dizendo que tava sozinho no cruzeiro, me chamava Walter e tinha o Chiquinho pra mostrar pra ela!!!...
    Só isso!...

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  6. Se já não bastasse a hilária crônica, os comentários então são uns casos à parte...Nossa!kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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  7. Ótima a história. Se não tivesse acontecido, seria sem graça porque pouco crivel! Impressionante! Nem comediantes são capazes de criar tanta ignorância. Eram loiras?

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  8. Conceição,brigadão pela visita no meu blog.
    gostei das histórias...rsss
    abs

    ResponderExcluir
  9. Rir de sí mesmo é uma habilidade desenvolvida à partir do amor próprio.
    Con, apareça! Voce vai amar e morrer de rir do texto que postei hoje ( não é de minha autoria ).

    Beijão, linda.

    ResponderExcluir
  10. Rir de sí mesmo é uma habilidade desenvolvida à partir do amor próprio.
    Con, apareça! Voce vai amar e morrer de rir do texto que postei hoje ( não é de minha autoria ).

    Beijão, linda.

    ResponderExcluir
  11. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKkk, ganhei o dia! Já presenciei umas pérolas dessas... rsssssss
    Mas... se bem que a linguagem do turismo enlouquece mesmo os leigos: check in, check out, voucher etc etc etc, isso deveria ser ensinado na escola rsssssssss
    beijo

    ResponderExcluir
  12. Sabe Con, na política, acho que o Clô foi mais macho que muito homem...
    Fico feliz quando você toma meu cafezinho!
    bj

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  13. Conceição
    Adorei esta sua bem humorada narrativa, aliás é o que acontece desde que pegou a moda de utilizar nomes estrangeirados para as coisas mais simples da vida.
    Beijinho
    Bom domingo
    G.J.

    ResponderExcluir
  14. Obrigado pela visita em meu blog Conceiçaõ, hehehe! Gostaria muito de escrever tão bem como voce....quem sabe em outra encarnação!...parabéns pelas lindas palavras que só vem acrescentar nossa vida terrena....abçs

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  15. Estou totalmente de acordo com a ZÉZÉ.
    Há muito termo que não é mais "estrangeirado". Está internacionalizado por tudo quanto é mundo e tem gente.
    De pequenino é que se torce o pepino!
    E se a meninada toda não tem a oportunidade de viajar, de ir para as estações de neve, de viajar em cruzeiro ou de avião, de frequentar hoteis e restaurantes de topo, então deviam aprender muita coisa na escola.
    Bom, e aí, quem seria o protagonista deste episódio tão real?
    -Também é necessária a ignorância, pelos vistos.

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