segunda-feira, 28 de abril de 2014

Sintomas do amor que começam com a negação

                                                                                      Vivendo a vida.
                                                                                           Vivendo amores

                                                                                                Vivendo dissabores
                                                                                                     Vivendo coisas…

Quando pensamos que estamos imunes aos sentimentos do amor, somos pegos de surpresa. 
De hora pra outra passamos a nos sentir um pouco melhor,  dispostos, muito felizes e motivados, mais interessados pela vida e enxergando tudo um pouco mais bonito, com brilho maior em todas as coisas e de repente,  uma alegria constante se instala  em nós.

É como se tivessemos feito ginástica ou dançado muito numa deliciosa festa,  afinal, o hormonio da alegria se espalha trazendo inúmeros benefícios, e assim, a vida fica bela, cheia de emoções, - mesmo as mais simples trazem conforto e muita paciência. As dores do corpo e da mente, parecem desaparecer.  Tudo se torna muito mais leve.

No entanto, quando isso acontece com você numa idade ajuizada, mais vivída, ou ainda com alguma impossibilidade jurídica, ou pela falta de dinheiro, e ainda por ter prometido a você  mesmo, que seu foco a partir da última experiência seria outro:  como por exemplo, se meter apenas no trabalho, ganhar dinheiro… não cair em tentação, não desejar ninguém que trabalha com você...  

Lembrar que a última experiência causou imensa frustração e dor. Constatar que a vida nos obriga à novas acomodações. Nos faz dividir o  físico e o material.  Experimentamos coisas diferentes da vida quando no passado tínhamos uma casa, família, filhos, projetos. Ah! Que difícil. 
Mas isso tudo parece não bastar para nós. E lá vamos nós atiçar a vida.

Difícil mesmo é obedecer nosso corpo e torear nossa mente que sinaliza PERIGO e AVANÇO. 
Complicado é desobedecer nosso corpo que pede o PERIGO e  nos joga para o AVANÇO.

E vivemos a pensar assim… e vivemos sonhando assim:

"ah! aquele cara é lindo, gentíl, delicado, generoso, charmoso, tem um sorriso lindo, e seu corpo, seu olhar, seu comportamento me encanta!  Olho para ele o tempo todo! Me pego sendo observada também.  Estou perto dele,  e meu corpo me traí.  Estou longe dele, morro de saudades. Ele arranja a todo instante uma forma de estar grudado em mim.  A vontade que tenho é de colar nele, de beijá-lo, de abraça-lo, e sinto uma vontade imensa de ser íntima dele! Quero estar perto dele o tempo todo. Saímos, dançamos, nos encostamos, nos beijamos, nos olhamos… sinto seu cheiro! Gosto dele". 

Todos à nossa  volta, percebem  tudo que acontece entre nós.  Negamos! 

"Estou bem. Não estou apaixonada/o"  Nego!

"E para mim mesma, tento negar o que sinto. Tento negar a atração enorme que me tira do eixo. Tento negar a vontade de beijá-lo, de conhecê-lo mais e melhor". 

E vivenciando  uma vez mais essas sensações como se fossem pela primeira vez dentro e fora de mim,  me nego a dizer que é AMOR, o AMOR que sinto por ele...






domingo, 13 de abril de 2014

Entre Oslo e São Paulo



Depois de tanta violência neste país largado que é o Brasil, depois de tanta morte sem importância para o governo, depois de tanta escuridão nas ruas e na vida de cada um de nós… desisti de ler jornal, no entanto, não resisto aos domingos e hoje em especial, adorei algumas matérias do Estadão como a de Oslo/Noruega. Que maravilha de Capital, de cidade, que evidentemente mantém seu bonde e seus trens cheios de charme que podemos curtir vendo-os passar sentados numa mesa de um belo café  e tanto mais.

Estive em Oslo e fiquei encantada a começar pela beleza da população, limpeza da cidade e organização de tudo.

Uma amiga, a Beatriz Azevedo que mora lá, me levou por todo lado e contou como funcionava o governo - escrevi na ocasião por aqui, a respeito disso. 

Enquanto a Noruega está com os cofres abarrotados de dinheiro, apoiando os que por lá nascem desde o primeiro instante até a morte, eles ainda neste pequeno intervalo incentivam os pais a conviverem com seus filhos e o pai entra nesse prêmio, tendo quatro meses de licença "pai" - para adaptação da vida nova. Quanto conforto! 

A coisa não fica só no físico, todo santo mês, o cidadão recebe um cheque no valor de 200 Euros como ajuda para esse fim e recebem outros incentivos relativos aos filhos, por 16 anos! Lembrando que saúde e educação está incluído no contexto cidadão -  bancado evidentemente pelo governo. Muitos benefícos rolam para os cinco milhões de habitantes. Eles teem creches com toda tecnologia e comodidade para seus filhos e total tranquilidade para a vida dentro e fora de casa,  pois o salário mínimo  é  equivalente a de 14 mil reais, nada mal. 

Eles estão com tanta grana, que se dessem a metade para pagar a dívida da Grécia, ainda ficariam muito bem, vejam só! 

Enquanto isso, o Brasil cheio de dengue, não consegue atender seus pacientes nos hospitais públicos, pois o investimento na bendita educação não existe. E entender que é preciso manter uma casa limpa para se evitar muita doença, isso é questão de gestão, sim!  Mas, infelizmente, não é preocupação dos dirigentes dessa esculhambação que é o Brasil. 

Preparar um cidadão que despeja no rio seus colchões velhos, fogões, e até fetos quando abortam propositalmente não atinge os governantes que nós elegemos desde o passado até esses da atualidade, que parecem querer ver nossa gente como cobras rastejando pelo chão.

Fazer o cidadão não dirigir embriagado, também é uma questão de educação.

Manter uma cidade com policias, iluminação, condução e saúde, é também uma questão de gestão, de vontade, de educação que a cada dia comprovamos faltar na essência (cultura) dos nossos governantes.

Constatar a  cada linha de Jornal que lemos, que não se vê a luz no  fim do túnel é desesperador. Lembrando que a 100 anos, a Noruega era o país mais pobre da Europa. Hoje o mais próspero.

Será que um dia isto aqui, poderá ser assim? Ou mesmo na pobreza, a cabeça de quem estava por lá, era como a de agora na sua esência?! 

Hoje também lí que haverá bastante novidade no setor imobiliário. 
A começar com a construção onde as empresas se preocupam por exigência dos orgãos ligados a elas com a acústica de um apartamento por exemplo, com a temperatura deste imóvel para conforto de quem vive nele… Com a fachada… e até chegar no condomínio, nas obras feitas em cada apartamento e evidentemente a prefeitura! 

Chegamos mais uma vez nos dirigentes. A parada é que a partir de agora, será necessário informar o síndico a respeito das obras que faremos em nossas casas e ele terá que aprová-las!  Concordo. O que me chama atenção é que teremos que "registrar"  na prefeitura a nossa mudança. E conhecendo nosso governo, imaginei que logo mais, eles também cobrarão por isso.

Me parece o fim do mundo!!

terça-feira, 1 de abril de 2014

Cada Um...


Cada um faz na vida as suas escolhas.
Cada um se apresenta para a vida como bem entender.
Cada um escolhe suas relações como melhor lhe aprouver.
Cada um deixa a imagem que quiser.
Cada um faz o seu papel.
Cada um entra e sai como aprendeu ou não…
Cada um é cavalo ou cavalheiro.
Cada classe com sua classe, o resto é passageiro.