quarta-feira, 13 de abril de 2011

São Paulo Futebol Clube, Ninguém é Soberano Por Acaso


No dia 25 de Abril, na livraria Cultura, da Avenida Paulista a partir das 19 horas, haverá o lançamento do livro do São Paulo Futebol Clube, escrito por Orlando Duarte e desta vez, com Mário Vilela.

Orlando Duarte se dedicou a escrever alguns livros dos grandes clubes de São Paulo, como o da Portuguesa de Desportos, do Palmeiras, Corinthians e agora chegou a hora do tão esperado São Paulo F.C.

Todos eles contam histórias interessantes dos times, e claro, o grande registro a respeito do que até aqui, aquele time representou para aqueles que são apaixonados pelo futebol.

Em seguida a esse grande dia, exatamente dia 28 de Abril, o livro será lançado também, no Clube do São Paulo. A Editora é a Nacional.

Deixo aqui o convite como um aperitivo para quem curte o time, ou apenas o futebol, que é a grande paixão da maioria dos Brasileiros.

Orlando, aguarda por todos vocês, com grande carinho.









sábado, 9 de abril de 2011

Reali Júnior, morreu!


Morre o Jornalista Reali Júnior.


Dia muito triste depois de uma semana pesada e complicada, com o retrato de uma sociedade doente e abandonada como a nossa.

Crianças morrem dentro de uma Escola Pública. Milhares de pessoas envolvidas diretamente ou não, ficam inseguros, com medo de viver e recomeçar a vida seja dentro do olho do furacão, ou não. O olho do furacão está em todo lugar, voltado para nós, nos perseguindo, nos amedrontando! Não pensem que é só no Colégio de Realengo, que mora o perigo, e que foi palco da cena de um massacre absurdo onde um louco resolveu acabar com a vida de crianças que só queriam crescer. O perigo está em toda a parte.

A mídia da todas as possibilidades para que a história se repita. Os doentes estão à solta.

Só nos resta saber se alguém que está acima de nós, no poder de uma Nação, farão ou não alguma coisa para restabelecer um pouco mais a confiança dentro de nós. Espero que sim. Um homem quando deixa de sonhar ou de ter esperança, morre. Eu não estou morta, embora esteja um tanto quanto anestesiada com os acontecimentos desse maldito dia 8 de Abril.

Hoje ao ler as notícias dos jornais, sabemos que o "maluco" atirador, sofria de doença mental, assim como sua mãe. Sofria também por ser discriminado por colegas. Lá no passado, quando ele era uma criança, alguém do colégio, especializado em comportamento, tinha que ter feito nele exames para avaliar sua capacidade mental, psicológica, emocional. E ele deveria estar medicado e talvez, confinado dentro de um hospital. Estamos em Oslo? Não, claro que não. Aqui? Aqui, não tem nada disso.

Vizinhos desse maluco, durante anos e anos, perceberam que ele era estranho, e a sociedade é incapaz de prestar atenção em alguém assim. O que seria mais barato? Cuidar dele antes, ou cuidar de todos nós agora? Cuidar de um país totalmente arrasado, apavorado, sem falar das famílias que vivenciaram na pela tudo o que aconteceu. Como tratar dessa ferida?

Há que se cuidar das pessoas do mundo.

Para completar a semana difícil que tivemos, hoje pela manhã, deste 9 de Abril, em São Paulo, tivemos a certeza de que a voz do jornalista Reali Júnior, que às margens do Rio Sena, encostadinho a Maison de La Radio, em Paris, por muitos anos, nos informou a respeito do mundo na Europa, como correspondente de rádio, jamais nos acordará para suas informações importantes.

Um grande amigo, competente jornalista, grande conhecedor da cidade que viveu mais de 30 anos, e recebeu amigos de todas as tribos, políticos, cantores, atores, gente abusada ou não. Amigos!

Pai de quatro meninas, marido de Amelinha, sua companheira fiel e delicada, sempre estiveram prontos para nos receber em Paris. Nos levavam aos melhores lugares, nem sempre os mais chiques, mais badalados, mas do parisiense! Um ótimo prato, bons vinhos, e a certeza de bom papo e boas risadas.

Vai para o Universo infinito nosso grande amigo e jornalista Reali Júnior, que deixará sem dúvida, somente a lembrança de bons momentos, de grande exemplo, daquele estudioso eterno, apaixonado pelo que escolheu fazer.

Descanse Reali. Não fique triste, para nós, parece que depois da morte, você descansará, sem dor, e sem as maldades dos humanos. Muita luz pra você!


Presidenta Dilma, destrua a Escola do Realengo, no Rio de Janeiro

Presidenta Dilma,

Peço a senhora, que a Escola de Realengo no Rio de Janeiro, palco de uma tragédia indescritível, seja demolida para ser esquecida.

Que a senhora construa uma nova escola ali.

Uma escola modelo para as futuras escolas públicas do Brasil.

Assim, quem sabe, para os que viveram o terror do dia 8 de Abril, seja desta forma, amenizado. Com uma construção nova como estímulo para as crianças apenas continuarem suas vidas.

O Brasil inteiro, certamente ajudaria a construir essa escola MODELO, enviando computadores, material escolar, material de construção, o que fosse preciso, - tenho certeza que cada um de nós, faria um pouco - e assim, aquelas crianças entrariam na escola com mais coragem e menor trauma.

Não abandone aquela gente! Elas precisarão de atendimento psicológico, ainda que voluntário, mas que seja observado, e controlado pelo governo, por favor!

Que as escolas públicas, como essa modelo, (que vai surgir na sua gestão, tenho certeza disso) tenham a entrada para os alunos vigiada, para proteção das crianças. Mas tudo isto de verdade.

Os que nela estudaram não devem ter mais acesso às classes, aos alunos.

São espaços diferentes, bloqueados.

Todo cuidado é pouco numa sociedade doente, carente.

Destrua aquela Escola para construir em cada criança que sofreu a experiência dolorida de momentos inenarráveis, a esperança de melhores dias.

Os que se foram só queriam ser adultos e nem isso conseguiram.

Parabéns por seu trabalho e sua conquista na presidência da República do Brasil. Passe por ela, deixando a marca de uma mulher honesta, justa, forte, limpa e digna do reconhecimento de uma Nação que tem tudo para ser feliz. E seja lembrada com respeito eternamente.