quarta-feira, 29 de abril de 2009

Loucuras do Amor e da Carne



O casamento é muito bom, apesar das grandes piadas que dele se cria. Casamos-nos pelas diferenças e nos separamos também, e principalmente por elas. Pode parecer um contrachoque, mas é a pura verdade.


Acontece que no início da relação, tudo é uma grande novidade, a atração física tem um peso imenso dentro dela. Tudo é uma grande descoberta deliciosa, e estar junto do outro, tocar, beijar, passar as mãos, roçar, encostar, e descobrir profundamente o que há nele, ou nela, e arrancar esse amor com a boca, com os olhos, com todo nosso corpo e alma, - é tarefa que exige de nós, muito hormônio, amor, vontade, juventude, e querer em excesso, até que das duas, uma: Ficamos com aquela pessoa, pois, tudo nela nos agrada, ou então algo nela, nos desagrada, senão tudo! Insistir, não funciona e explicar exatamente o porquê de ter dado certo, também é muito difícil.

No entanto, a vida rola, o tempo passa e aquilo que era total amor, tesão, corpo e alma, toma outra forma e passa a ser depois dos dois ou três anos, uma relação mais calma, mais equilibrada, mais independente. Começamos aí a racionalizar a relação e a aprender a colocar a emoção, embora ainda haja algumas recaídas, no lugar da razão.

O grande erro que quase todos cometemos é o de abrir mão dos nossos amigos, e das coisas que muito gostamos, em função daquela relação. A grande verdade é que ninguém muda essencialmente ninguém. Fazemos concessões apenas. Cedemos, deixamos para lá, mas na verdade continuamos os mesmos.

Buscamos então, depois deste tempo, os amigos para estarem por perto, - o sexo que antes era feito três vezes por dia, passa a ser feito duas, três vezes por semana, até que chegam os filhos e daí a relação é completamente nova para todos!

Há casos, e não são poucos, do marido ter muito ciúme dos filhos. Muitos casamentos acabam em função disto. Outros conseguem administrar tudo mais ou menos bem, e a vida chega às vezes, a ser comemorada numa grande mesa em volta dos netos e bisnetos com sua velha e amada companheira/o do seu lado. O que é válido e muito bonito, desde que a batalha tenha sido igual para os dois.

Neste intervalo é que o bicho pega. Dificilmente o homem passa a vida sem “trair” a sua mulher. Eles, nem gostam deste nome, TRAIR - mas o resultado final para mulher é o mesmo.

Por outro lado, a mulher passa uma vida pensando em trair o homem, e nem sempre isto acontece, ou se acontece, ela fica na dela, bem quietinha, e todos morrem sem saber...

Nos dias de hoje, a mulher está um pouco mais aberta de cabeça. Ela é capaz de ir para a cama com um homem, pelo simples prazer sexual. E quando ela sabe que foi traída, podem ter certeza meninos, que o troco virá! ( Antigamente também vinha ). A mulher finge que engole, e só se vinga, indo para a cama com outro homem.

Difícil admitir, tanto um quanto o outro que isto acontece. Mas é difícil também imaginar que uma pessoa passa ao lado da outra por 50 anos de sua vida, e nunca, nunca pensou se quer em trair esse outro?! E nada tem a ver com a falta de amor, de respeito, etc.

A diferença é que a mulher quando traí, se envolve com o homem, pois, ela gosta do homem todo! E o homem não precisa nem saber o nome da mulher com quem ele se deita, ele gosta da mulher carne! Muitas vezes vai para a cama com uma mulher, por causa de uma bela bunda, ou da boca carnuda, ou ainda pelas pernocas rechonchudas...

Algumas vezes, essas experiências se tornam trágicas ou mágicas, e casamentos se desmancham, mas na maioria das vezes, tudo continua do mesmo jeito.

Para a mulher, nem sempre. Ela retorna para casa extremamente afetada. Mexida, medrosa.

Ela precisa num certo momento de sua vida, viver outro homem. Ter outra experiência, além daquele primeiro e único amor. Mesmo por que, ela precisa saber o que tem dentro de casa... Isto não vai desmerecê-la, absolutamente. O que é preciso entender, é que somos humanos, e, portanto, temos sim, instinto, vontades, desejos e curiosidades.

Fomos criadas para servir. O homem, para caçar. Por está razão, ele volta para casa tranquilo depois de uma tarde de amor, e ela, até resolver ir para esta tarde de amor, demora anos para decidir se deve ou não experimentar o desconhecido. Muitas vezes a vida passa, e ela nem foi.

Tanto o homem quanto a mulher, precisam viver independentemente um do outro. A cumplicidade, nada tem a ver com sexo. Mesmo porque no final do casamento, há muito tempo já não se transa mais. Nem sempre confessam isto, e em tudo há exceção. Mas, normalmente é assim.


Bonita é a vida em que um cuida do outro por muito tempo. Existe a preocupação constante pelo bem estar do seu amado/a e esse amor é aceito da forma como ele/a é. Há o instante da companhia, trocam idéias, constroem um império, a família, filhos, netos, uma história. E lá dentrinho de cada um, há um segredinho. Muitas vezes, aquele que nos alimentará o resto dos nossos dias com grande doçura, ou ainda aquele que servirá de lição, para que fiquemos na nossa, para terminar de construir, aquilo que com muito entusiasmo um dia começamos.

É a vida!




terça-feira, 28 de abril de 2009

Entrevista com Sérgio Viotti


O Jornal Modus Vitae, em Maio de 2007, conversa com Sérgio Viotti, quando ele interpretou um personagem da peça “O dia em que raptaram o Papa”. Viotti foi “Alberto IV”, um papa que imaginou ser por algumas horas, um transeunte comum pelas ruas de Nova York, mas o taxista que o levaria para a aventura - anônimo, judeu, o reconheceu prontamente e o seqüestrou.

O desenrolar da peça teatral de grande sucesso, é uma comédia, e Sérgio Viotti é mais que um ator, ele é mesmo o Papa. Procuramos essa “santidade” do teatro nacional, próximo aos seus 80 anos, e descobrimos que o “Papa” é mesmo pop.

Foi mais ou menos assim que abro a entrevista com Viotti, no entanto, é preciso dizer aqui, que eu me emocionei demais com a peça. Na verdade, muita gente se emocionou. Há momentos de total silêncio do público, e respeito, tamanha figura que ele travestido de PAPA representou.

Assisti a peça, no dia da estréia, algumas pessoas foram entrevistadas na saída ainda tomadas pela emoção. A TV Gazeta vem em minha direção, que não conseguia parar de chorar, para saber exatamente o que eu estava sentindo. Foi difícil de conter e explicar o que eu acabara de viver. Enquanto isso, outros repórteres pegavam outras pessoas para entrevistar, e também o Sérgio que mal conseguia sair do lugar, depois de um belo banho e pronto para comemorar a noite de sucesso, porque as mulheres, algumas, chegavam perto dele, e beijavam sua mão, como se ele fosse mesmo o PAPA!

Ele muito delicado ria um pouco constrangido... Deixava rolar, nem dava tempo de explicar, ou argumentar absolutamente nada! Até que uma senhora se ajoelha e pede para beijar suas mãos! Dorival que sempre cuidou dele com enorme carinho, se divertia e desta vez, pediu “por favor”, para que a senhorinha não se ajoelhasse!. Aí era demais!

E continuo eu...
O relógio disciplinador de encontros formais apontava acanhado que já se passava da meia noite. Constrangimento lógico dessa invenção denunciadora de horários, pois, o apartamento é de Sérgio Viotti e de Dorival Carper, e se existe lugar no mundo em que horário não é bem visto é neste cantinho mágico, onde poesia, música, champagne ( Tatinger é a preferência de Carper ), vinhos ( tintos de Nuits St Georges, a predileção de Viotti), aliado ao menu degustation do Chef Carper, sublimam a vida, e não apenas um espaço de tempo. É claro que a entrevista aconteceu já na madrugada, sob a vigia de quadros, esculturas livros, objetos, onde tudo faz sentido, nada é por acaso, cedendo a impressão de estarmos no meio de uma história, e a medida que nos envolvemos mais com aquela atmosfera quase lúdica, percebemos que estamos participando mesmo de uma grande história, de amor, entre Viotti, Carper, “Modus Vitae”e a vida.

Vou deixar aqui, todas as perguntas que fiz a ele, sem obedecer a ordem original da entrevista. Vocês poderão perceber um pouco desta cabeça recheada de cultura e de conhecimento.

A maior qualidade de Sergio Viotti?
“A minha fidelidade em todos os sentidos”

Fala a sua idade?
“Claro, 79. É um milagre! “

Um filme que mexe com Você.
“Sou saudosista e adoro “E o Vento Levou”. Tenho a fita e amo. Conheci Vivian Leight, linda, mas chatérrima!!!"

Um país. “A Inglaterra” ( Sérgio morou por lá muitos anos de sua vida, foram mais de 14).

O que te dá mais prazer de fazer?
“ Escrever. Foi o que sempre mais gostei de fazer. Lembro-me de uma vez, eu tinha 16 anos, e estava na casa de meu avô Manoel Viotti. Ele tinha uma máquina de escrever “Royal” e não deixava ninguém perturbá-lo enquanto datilografava, porém, minha companhia não lhe importunava. Eu ficava encantado no maior silêncio, e num belo dia ele me disse: “quer aprender a datilografar?”. Respondi mais que depressa que sim! Ele então me ensinou, e muito mineiramente me usava para bater os verbetes do seu dicionário. Vovô foi quem escreveu o primeiro dicionário de gíria brasileira. Eu achava aquilo uma Glória, pois estava colaborando com vovô, isso era mesmo o máximo! “


Você tem irmãos?
"Sou filho único e não sei se feliz ou infelizmente. Eu detestaria ter um irmão burro; iria ignorá-lo! Tenho horror à estupidez humana, `a burrice. Tenho alguns parentes que eu não posso nem ver, quanto mais ter um irmão, ou irmã desse tipo crescendo ao meu lado, que eu teria que agüentar a vida inteira. Deus me livre!"


Timedez é coisa comum entre os atores, você concorda?

“É verdade. Essas pessoas que se dedicam a essa coisa do representar, do ser artista, essas pessoas são mais tímidas, umas das raízes que faz com que você seja ator é de fato a de você poder se despir de você mesmo."

É preciso ter coragem para interpretar?

“Não, não! É uma coisa que você sabe fazer. Você vai, - e faz! Certa vez perguntaram ao Anthony Hoppinks, que eu acho um ator espantoso, como é que ele criava um papel. E com aquela cara bem descofiada ele disse: “Eu sou um ator! Dão um papel, eu leio, eu faço! “ É apenas isso. Essa gente fala as coisas de maneira simples, com enorme clareza, e que todos entendem."

Explique sua paixão por Shakespeare?

“Posso explicar com cinco palavras?"

"Porque ele é muito bom! Não tem outra explicação. Sempre digo que tudo que não está na Bíblia está em Shakespeare, e tudo que está em Shakespeare está na Bíblia.”

A cidade que mais gosta?
"Londres."
Entre Rio e Sampa?
"São Paulo!"

Uma mulher?
"Dulcina. Ela é a síntese. É mulher, professora, foi freira no palco, prostituta.”

Um homem..
“Jesus Cristo”

Um sonho
"Não tenho, nunca tenho, é uma coisa abstrata demais."

O que menos gosta em você?
“A minha preguiça “

Um prato predileto
“Uma macarronada a bolonhesa – comeria todos os dias”

Música
“The way you look tonight”

Dos livro todos que você tem, qual especial?
"Todos! Não dou e nem empresto nenhum deles."

Você nos disse que não fez nenhum curso de interpretação. Como pode? E como você vê isso nos dias de hoje?

“Para ser um artista antes de tudo tem que ter uma coisa que se chama talento! Se você não tem, não insista. E talento é uma coisa que Deus dá. É inexplicável."

Entre Rádio e TV, qual você escolhe?

“Talvez eu goste um pouco mais de rádio. Sabe por quê? Em televisão quando sai alguma coisa errada a culpe é sempre sua. No rádio funciona diferente. Agora veja bem, meu envolvimento com o rádio foi inesperado, não foi planejado. Não fui fazer rádio na Europa. Eu fui à Europa! E a maneira de ir ao Velho Mundo era fazer rádio lá. Outro fator determinante se deu em razão do meu ingresso na BBC que não era uma rádio comercial e sim cultural, isso me ajudou bastante. A BBC ensinou-me mais que fazer rádio, me descortinou para a vida artística."

Sérgio,você foi filho único e optou por não ter filhos, por qual razão?

“Penso que se tivesse um filho nunca mais dormiria. Sou uma pessoa obcecada com várias coisas, uma delas é exatidão, outra é perfeição, outra é integridade, enfim, se meu filho ou minha filha não correspondesse exatamente a tudo aquilo que eu exigisse, ou eu me suicidaria, ou nuca mais dormiria. Esse é o tipo de temperamento de um Viotti. Isto é um segredo dos Viotti. Tenho uma prima que falo com ela todos os dias da nossa vida e nos divertimos muito. Pensamos exatamente igual. Às vezes ela diz assim: “Hoje estou tendo uma das minhas Viotadas”. E eu sei exatamente o que ela está dizendo."

O que é Dorival Carper para você?
( neste instante, ele respira fundo, pensa, e com sua voz macia e calma faz chorar o meu marido, e nossos amigos em comum, Antonio Carlos Nascimento e Carolina Nascimento)

“Dorival é meu amigo, meu irmão, meu pai, meu conselheiro, meu colega, meu produtor. E isso há 44 anos ( Pausa). Eu não seria exatamente a pessoa que sou hoje, se não fosse ele. Sempre me ajudou, enormemente em todos os momentos da minha vida. ( Sérgio aponta Dorival que também acompanha a entrevista) sempre me deu um grande apoio. Quando tive problemas grandes como a doença de meu pai, doença de minha mãe. Nós somos mais que amigos e irmãos. No fundo no fundo, somos uma pessoa só! Nos ajudamos e nos respeitamos um ao outro de uma tal maneira, que eu acho um privilégio ter encontrada na vida uma pessoa como Dorival."

Sua veia artística vem da sua mãe?
“Não. Não. O amor pela arte, pela música, a paixão pelos livros e a pintura, herdei dos Viotti ( família do pai). Minha falação sim é dos Silveira...falam demais. Você tem que implorar de joelhos para um Silveira ficar quieto. Todos os Viottis que eu conheci e conheço tem um lado artístico marcante; não necessariamente sendo um profissional."

A sua crítica sobre a peça “O Balcão “ é maravilhosa e é considerada uma obra de arte. Dizem que ela supera a peça! Como é isso?

“Isso foi em 1971. Fui convidado para fazer a peça, mas como tenho medo de altura acabei recusando. Esta obra do escritor e dramaturgo Frances Jean Genet ( 1910 – 1986) contava com cenografia consubstanciada de um espiral de ferro vertical, uma espécie de elevador representando um palco de acrílico , que subia e descia. Foi um dos espetáculos mais extraordinários que eu vi em toda a minha vida. Não fiz a peça, mas fiz a crítica."


E assim, foi concedida a entrevista para mim, ao lado de meu marido e um casal de amigos, com a maior tranquilidade. Vez por outra davamos uma gargalhada, tomavamos mais um vinho, e saímos de lá, muito tarde. Os dois nos receberam com a maior classe! Assim, normalmente, como eles sempre são. Um encanto! Um presente.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Sergio Viotti


Dorival Carper aparece em primeiro plano, sempre muito alegre em festas que sem seu parabéns de Vila Lobos, não há graça nenhuma. Do seu lado a linda e amiga Carolina Nascimento, Antonio Carlos Nascimento, entre o casal, aparece o português e amigo, Bittencourt, do Bela Sintra, e Isabella, a menina, ao fundo pai de Antonio Carlos. Só alegria!

Sergio Viotti é uma das pessoas mais queridas que trago dentro do meu peito.
Ele e Dorival Carper - seu companheiro há mais de 40 anos! Vida linda dos dois atores, de viagens, de obras de arte, de palavras, de cultura, de sabedoria, de culináira de Dry Martini, de tudo!

A verdadeira cumplicidade houve entre os dois a vida toda, e sempre haverá.

Viotti, é o maior intérprete de Shakspeare do Brasil, e quiça um dos maiores do mundo!

No Jornal Modus Vitae tive o privilégio de fazer com eles, entrevista dentro de sua casa, numa madrugada inesquecível! Regada a vinho, divina comida, muitos livros acomodados por todo o aconchegante apartamento dos dois, há quadros pendurados de altíssimo gabarito e gosto refinados.

Nascido no mesmo dia que eu, 14 de Março, com o signo de peixes, um sarrista, bem humorado, romântico e sonhador. Viver, conviver ao lado de Sergio Viotti e Dorival, é privilégio mágico!

Só para informar alguns mais jovens, ou ainda os que não conhecem esta sumidade, lembro aqui, que ele foi Diretor da Rádio Cultura de São Paulo, por muitos anos, e trabalhou na BBC de Londres, pois, seu inglês, é impecável.

Trabalhou em muitas novelas da TV GLobo, no Teatro, com dicção perfeita, voz bem colocada, e de cultura infinitamente diversificada e profunda. Apresenta palestras e monólogos sobre trechos de peças de Shakespeare, incluindo aí a FAAP.

De um humor invejável. Adora comer, ama docinhos e bom vinho. Tem muitos, inúmeros amigos! E estar a seu lado, é indescritível o prazer que é ouvir sua voz macia, suas histórias divinas, e absorver um pouquinho do seu conhecimento e comentários sobre seu modo de ver a vida.

Repasso em breve aqui, entrevista com ele.

AMO VOCÊS!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Vizinho Maluco ? Ai ai ai

Nossas experiências e história de vida, são mesmo uma riqueza.
Elas existem tanto na esféra do humor, quanto na dor, no prazer, na tristeza, e lá se vão tantas e tantas mais facetas, porém, resolvo contar coisas que me divertem demais, pois este meu lado gaiato é muito maior que qualquer outro e costumo mesmo ver o lado divertido de tudo que há na vida, mesmo em situações mais sérias. Desta maneira parece que consigo tirar de letra, os problemas que se apresentam para mim
.
Aqui, não direi dos problemas (será?) Contarei uma passagem sobre meu pai, e suas irresponsabilidades ou delisgamento, distração sei lá, ou ainda uma tremenda carga de estresse em pleno anos 70, quando nem sequer ouvíamos dizer sobre isso.

Moravamos no décimo andar de um prédio de apartamentos, em Perdizes. Papai costumava uma ou duas vezes por semana, jogar baralho na casa de seu pai, meu avô. Voltava tarde da noite e nem sempre mamãe o acompanhava. Papai não perdia um jogo. Fumava 4 maços de cigarro enquanto estivesse acordado.

e com as mãos ocupadas, aperta o botão do elevador com o queixo... Sem perceber onde está, desce, toca a campainhNa volta para casa, vê de longe, o nosso apartamento com as luzes acesas. Ou seja, ainda havia gente acordada. Fica feliz, pois lembra que esqueceu a chave de casa e não precisaria acordar ninguém.
Estaciona seu carro na garagem, pega suas coisas - o monte de cigarro a - mãos sempre ocupadas. Espera impaciente que alguém venha lhe receber.

E nada... nada, até que toca mais uma vez a MALDITA da campainha de maneira mais loooonga e com cotovelo! E claro, babaaaaaaaaaaaaando de raiva...Ninguém vem...
Ele não satisfeito chuta a porta e da uma chamada pelo nome de minha mãe, -
"Aidinha!!!" E depois, Conceição!!! E nada.

Chuta mais um vez a porta e blasfema algo parecido com PQP! Resmunga sozinho "A luz acesa e não tem um fdp, que venha abrir a M... da porta!" Larga tudo chão, e mexe na maçaneta da porta, ( assim, babando, e delicado, feito uma anta )força abrir a porta com a chave, - com a pressão do corpo, - assim, suuuuuuuper equilibrado. Não consegue nada! Fica enlouquecido, ido, ido, ido, ido... Cego! E força até que a maçaneta acaba por sair na sua mão e ele entra enfurecido, bravo, p. da vida e larga tudo em cima da mesa, deixa cair no chão uns cigarros e vai em direção ao quarto.
Quando está quase na porta do "seu quarto", da de cara com o nosso vizinho que assustado com o barulho, vinha vindo ao seu encontro. Era o doce, Nassif. Grande cara, simpático, um amor, moço! Nunca se ouviu um piu desse cara no prédio. E com a maçaneta na mão , papai, pergunta a ele: ( babando ) "Nassif, o que é que você está fazendo aqui???" E o Nassif de pijama listrado, diz humildimente que está em casa. Papai olha mais uma vez para o pobre e sonado NASSIF, INDIGNADO e sem entender quando e como vai atacá-lo, mas diante de tanta calma, começa a observar o apartamento e vê que estava no lugar errado. Creiam, irmãozinhos, papai entrou no nono andar e não no décimo!

Quando papai nota isso, fica muito sem graça e passado. Imaginem vocês a situação?! Papai olha pra maçaneta, para o Nassif que também olha para a maçaneta, os dois se olham... E juntos caminham até a porta. Tentam cosertar na base da gambiarra, e meio que calados na "calada" da noite, pois, não era para menos, um invade a casa do outro, o outro com sono e no seu lar...Embora assustado e desconfortado, deve ter tido medo de um maluco com a maçaneta de sua porta nas mãos. Meu pai, que nunca bebeu, apenas fumava, se sentiu envergonhado, pois, não era de frequentar a casa de ninguém!
Só restou a ele, pedir desculpas. Junta suas coisas no chão da entrada, pegou outras que largou em cima da mesa e diz que no dia seguinte mandaria consertar a porta do Nassif.
Subiu de escada um andar, (com o rabinho entre as pernas) entrou na nossa casa apenas com um toque de campainha, afinal, todos nós estavamos mesmo acordadíssimos! E ele todo sem graça!
Contou o vexame que havia passado, e foi se deitar mais murcho que um girassol no final da tarde.


No dia seguinte, mandou arrumar a porta do Nassif.


domingo, 19 de abril de 2009

Mulher tem mais medo de apanhar do que ter Câncer


Todo dia Zé Nello Marques, jornalista e conhecido de todos nós, está agora na Rádio Record, AM 1000. A sua voz macia, calma, porém, firme, entrega ao ouvinte, todo o conhecimento e competência que adquiriu ao longo do tempo, - e por estar muitíssimo bem informado, seu programa congestiona os telefones do estúdio para que todos possam interagir com ele, pois este é o formato usado nos dias de hoje.

Na quinta-feira, ele costuma conduzir debates com mulheres convidadas e que não têm "papas na língua". Elas têm personalidade para ajudar a esquentar o debate e o ouvinte se identifica com elas. As notícias vêm para todos nós por meio da própria mídia, e sua competente produção separa tudo para que a ordem do dia esteja sempre muito bem afinada com o programa. O mais interessante é que o ouvinte participa e muitas vezes, ensina muito a todos nós, que estamos ali para trocar idéias. Pois, muitos deles vivenciaram coisas que estão em debate.

Nesta quinta-feira falamos sobre o medo da mulher brasileira, ser maior por apanhar do marido, do que o medo de ela ter câncer. Impressionante isso, não?

É incrível que ainda vivemos numa época com este tipo de coisa. Temos a Lei Maria da Penha, que protege a mulher desse tipo de coisa, mas ainda falta muito pra ela ter o amparo necessário depois da denúncia, pois voltar para casa e dormir com o inimigo, é coisa muito séria.

Acontece muito de a vítima retirar a queixa, por pressão do próprio marido. Houve uma ouvinte que nos contou que sua filha de 30 anos apanha do pai. E ela, a mãe, não suporta mais isto e o ameaçou a última vez que aconteceu. Ele parece ter ficado amedrontado.

Outra entrou no ar, sem querer se identificar e contou que apanhou do marido, foi para a delegacia!

Ouvimos uma senhora, que reclamou sobre a Lei que não é totalmente bem ajustada para proteger a mulher. Ela mesma foi tratada com descaso quando registrou sua queixa na Delegacia da Mulher.

Lamentável para todas nós. Perceber que isto ainda acontece nos dias de hoje. É inaceitável. E pior ainda, é saber que não só há o crime do bater fisicamente na mulher, mas há aquele que humilha a mulher psicologicamente e para isso também existe Lei. A dor tanto física quanto moral, é muito séria.

Para mim, a pior dor é a da indiferença. Se uma mulher “não presta para um homem”, ele deve simplesmente virar as costas e tomar outro rumo na vida, mas jamais bater nela, ou ainda humilhar esta mulher moralmente.

Para ser macho, é preciso muitas vezes, ter classe. A força do "homem", deve ser usada para trocar pneu de caminhão.

Parabéns Zé Nello, vida longa para você na rádio Record e na vida!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Banheiro, o melhor lugar do mundo!


Deixei este post, como comentário no Blog da Dulcinéia no
http://arco-irisdavida.blogspot.com/porque uma vez por semana, podemos relatar por lá, alguma coisa que nos aconteceu de divertido, ou de sem jeito, um "fora" a bendita gafe e por aí vai...
Vale ler o que ela escreveu há alguns dias, sobre sua ida ao ginecologista e portanto como gancho, deixei a ela um recadinho assim:

Minha amiga, depois de ler aqui a fantástica história sobre a toalha que continha purpurina e estrelinhas, a qual foi usada para enxugar a “perseguida”, me senti à vontade para abrir meu coração e contar algo nada cheio de brilho, mas, como sou humana, me arrisco ao ridículo do acontecido, afinal, nem tudo na vida são flores...

Tinha o sonho de conhecer Marrocos. Meu marido me levou para mais essa. Conhecemos lugares como Rabat, Casablanca, Marrakesh, Fez, e algumas cidades vizinhas daquela região diferente e exótica.

Tomamos o maior cuidado com a comida e bebida. Usávamos tudo engarrafado, tomávamos água importada, refrigerante e ficamos em ótimos hotéis, mas mesmo assim, não nos livramos de uma tremenda infecção intestinal que quase nos leva a morte.

Queria sair daquela terra de qualquer maneira, mas nem isso eu podia, pois peguei um amor pelo vaso sanitário que ninguém pode imaginar. Não ficava longe dele mais que meio metro, ou seja, do bidê para o vaso, e do vaso para o bidê. Enquanto meu marido falava ( do banheiro ) com as companhias aéreas, pudemos melhorar e somente depois de dois dias, conseguimos sair do quarto para irmos ao aeroporto com destino à Lisboa e, portanto, poderíamos nos livrar dos perigos daquela terra.

Sem contar que, enquanto eu estava no bidê, meu marido estava no vaso, ( olha a situação!) e assim, fomos no revezando, pois, nosso casamento, apesar da diferença de idade que temos um do outro ( 22 anos) tem direito às leis que regem essa relação – uma delas é – “na hora da dor e do amor” , acrescentamos a partir daí a caganeira também.

Saímos do hotel super inseguros, e combinamos de que se um olhasse para o outro sem muito falar, e somente apertássemos a mão do outro, ou arregalássemos os olhos em sinal de PERIGO ANAL!!! Era para agüentar a barra, não dizer nada e indicar rapidamente o banheiro mais próximo. Aquele em melhores condições, tinha que tomar conta das malas. ( nosso casamento a partir daí, se fortificou demais ).


Na sala de espera para entrar no avião, meu marido precisou ir ao banheiro. Voltou só de calças e avisou-me que estava sem cueca. Fiquei tensa e mais insegura, tadinho. Nós evitávamos até de falar, para não correr risco. Minha barriga doía demais voluntariamente, mas consegui chegar ao aeroporto de Lisboa. Enquanto esperávamos as malas, me deu aquela dor incontrolável e precisei sair derrapando ao encontro de um vaso sanitário.

Entrei no banheiro, estava sem bolsa, sem nada, apenas com o meu poderoso “forevis” que nunca pensei que fosse tão bom de pressão, tão poderoso. Menina, parecia que eu tinha cloaca e não os dois órgãos em separado. A sensação era a de que eu tinha uma coisa só! Com uma força incrível!!!

Só sei que quando encontro o banheiro entro na minha portinha, mal pude me ajeitar e ao tirar minha calça, abaixei, sem sentar, pois ainda tem essa e - pumba! Imagine o que me aconteceu. Gente, que humilhação! Eu era um caminhão de água suja com uma pressão desenvolvida com tecnologia ISO 2027!!! Já chegou aí? Depois da decepção comigo mesma,
consegui me arrumar, o que era naquela altura do campeonato, uma vitória para mim.

O resto, precisei deixar por lá. Lavei as mãos, o rosto, pois suava muito, e quando estou a caminho da porta, me sentindo a última dos mortais, entra uma aeromoça, lindíssima, arrumadíssima com cabelos lindos, cheirosa, maquiada, de batom, e vai direto para a porta que eu havia saído. Fiquei dura feito um pau olhando para ela, meu coração mandava que avisasse a pobre moça, mas não tive nem coragem, nem força e nem tampouco, tempo para isso, quando falamos ao mesmo tempo: “Nossa, que absurdo isso!!!” Oh!!!!! “Precisamos chamar alguém para limpar tudo aqui.” - “Jesus, disse ela, de onde vem essa gente!?” Saia, saia daí, disse eu, vá em outro banheiro!!!



Saímos juntas e correndo de lá de dentro. Ainda demos um belo encontro de ombros à porta, quando bato os olhos no meu marido a minha espera. Ele era pálido! Eu não estava diferente. Mas encontrei forças para rapidamente, pegar minhas coisas e dizer a ele baixinho – “Amor, vamos embora daqui, correndo, antes que me prendam... A coisa foi feia aí dentro.”

Ficamos em Lisboa, e Portugal, por mais uma semana. No caminho do Hotel, contei tudo a ele. Que vexame, um sem cueca desde o aeroporto de Marrocos, e a outra deixou lembranças no aeroporto de Lisboa.

Viemos de volta para o Brasil, e por mais de um mês, eu e ele tínhamos dores fortíssimas na barriga. Aprendi que não mandamos no corpo. Vou enviar ao P.L uma piada que vocês vão entender o que eu quero dizer aqui... Rsrsrsrsrs. Me perdoem pela falta de elegância, mas isso só ocorre ao humanos, assim como eu.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Tertúlia - Prazer


Desde que o assunto foi proposto para a tertúlia desde mês, andei pensando muito sobre ele. Perguntei para alguns daqueles com quem conversei durante este período, sobre a compreensão desta palavra tão “gostosa” de se "sentir".

Naveguei por blogs e pesquisei na net sobre o prazer, e vi muitas vezes a palavra ligada diretamente ao sexo! Ao gozo, ao possuir uma pessoa e a ela - e dela fazer sentir o doce mistério da vida, o tão esperado prazer (sexual)!

Nem sei bem se por estar passada dos 50, não é a primeira coisa que me vem à mente, o sexo - quando ouço ou leio a bendita palavra prazer, embora, ainda me lembre muitíssimo bem, o quanto de prazer sexual senti na vida e o quanto isso me fez bem. Quantas vezes tremi inteirinha, e me entreguei mole e totalmente drogada pelo tesão enlouquecido e pelo prazer que dominou todo o meu corpo, cabeça, mente, olhos, pernas, coluna vertebral, - tudo em mim era prazer!

O prazer me fez amar, e largar barcos e redes por trazer com ele, o amor, e aí sim, encontrar a perfeição de uma relação onde hoje em dia, ela é extremamente prazerosa na convivência diária e no intelecto de dois seres independentes que somos, meu marido e eu. É bom que se diga que também senti apenas o prazer pelo próprio prazer! É maravilhoso.

No entanto, sinto o prazer em muitas outras coisas distantes do sexo.

Hoje em dia, quero paz no meu coração. Isto me dá um prazer muito grande, um bem estar infinito quase. Gosto de estar na minha casa, com meus filhos, comer a minha comida, e fazer o que gosto. Este é meu prazer maior.

Amo passear no shopping e comprar um determinado chocolate que enlouqueço com ele, e como sozinha, sem contar para ninguém. Ele é só meu.

Vejo meus filhos felizes com os parceiros que escolheram para a vida, e quando sinto o olhar de cumplicidade entre eles, isto me faz chegar pertinho do céu.

Vejo minha mãe comemorar um tanto de idade, e sua cabeça está a mil por hora. Que grande prazer presenciar tudo isto.

Vejo uma criança tomar um sorvete ou abrir um ovo de Páscoa com brilho nos olhos que parecem estar vendo mágicos à sua frente. Imagino o quanto aquilo para ela é incrível, desconhecido e saboroso! O brincar apenas. Deve ser um tremendo prazer.

Leio o que os amigos daqui blogam com tanto carinho e trabalho, para nos informar, ensinar, brincar, desabafar conosco, e vejo o quanto se dedicam para que nós passemos por lá e deixemos nosso registro, no entanto, sabemos que encontrar um “alozinho” amigo nos comentários, é demais prazeroso...

Deitar numa cama com lençóis brancos, tomar um bom vinho, sentar à mesa com amigos de verdade, ah! Como isso é cheio de prazer.


Trabalhar e ser reconhecido pelo que se faz, é puro prazer.

Pegar um bebezinho no colo, limpo, cheiroso e gostoso, perfeito e abençoado por Deus, que parece um pedaço do DIVINO em nossos braços, já percebeu o quando de prazer isto nos causa?.

Abraçar alguém que gostamos, ser abraçado, corresponder-se com seus pares e ter deles um retorno de um simples gesto, seja ele o mais singelo de todos, ainda assim, sentimos um imenso prazer.

O prazer está no gesto do outro.
Em nos receber, em nos responder, em torcer por nós, em sentirmos que quando entramos na vida de alguém seja virtual ou real, somos recebidos com prazer.

O prazer é a simplicidade de se doar,
de deixar uma palavra e passar a certeza de que o contato com o outro, seja à mesa, por e-mail, no blog, no telefone, na vida, na cama ou em qualquer outro lugar, há de ser sempre entregue com o sorriso sincero e aberto, que se estampa no rosto apenas daqueles que sentem o prazer!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Beija eu...


Hoje, dizem as más línguas, é o dia do beijo.


O beijo, até bem pouco tempo era coisa rara de se ver. No entando, agora, nas novelas brasileiras os beijos são quase uma relação sexual. É de assustar criancinha. Vejo verdadeiros exercícios de respiração, lábios molhados e línguas que se movimentam estranhamente na boca do outro. E o movimento da barriga no vai e vem é incrível. É como se tivessem fazendo amor de verdade. O ataque nos lábios alheios, parecem ser ventosas sugando a carne de quem é beijado. Ufa!

Nem sempre estamos a fim de ver um beijo desses. Melhor usar a sensualidade de um lábio encostado no outro, ensinuar... de maneira carinhosa e como que experimentando o gosto daquilo que queremos descobrir ainda... O gosto, o toque, a pele, o cheiro do beijo dado e recebido - e aí sim, na hora certa, entre quatro paredes, vale tudo! Língua, saliva, revoltas, mordidas, respirações, movimentos, tudo! Ou não?!

Lembrei do filme "O Último Samurai" - na cena que a atriz principal, veste a roupa de seu ex-marido (morto), naquele que se tornará um Samurai, - ele é Tom Cruise, soldado norte americano que é recrutrado para treinar as tropas do Japão para acabar com os Samurais.


Durante a experiência em cativeiro, ele se apaixona pela ideologia dos samurais, por sua luta, e por uma mulher, e se torna um deles.



Quando ele sai em guerra, ela o veste. Os dois sozinhos no quarto sem trocar uma só palavra, se olham... Nunca tiveram nada um com o outro até então. Só o desejo, a vontade!


Ela acomoda a roupa pesada nele, e o veste de Samurai.

A cena é sublime, sugere a relação sexual entre os dois, no entanto, é como se fosse uma dança, um ritual. Até que ela encosta suavemente o lábio nos lábios dele e ele a respeita, mas recebe dela o gesto quase que divino! Para ela,  aquilo tinha um significado quase que de " promessa de ser tua! " Tamanho comprometimento.

Lindíssima a cena. Ele pronto, parte para a guerra.


Podemos lembrar que no Brasil o primiero beijo na Televisão, foi dado por Walter Foster e Vida Alves em 1951. Em "Casablanca" quase sai o beijo, entre Humphrey Bogart e Ingrid Bergman, o idiota vai embora... E tantos outros maravilhosos. Chegamos no BBB, onde podemos ver uma gaucha, que se esfregava com um rapaz em cima de um edredon totalmente sem nenhuma vergonha. E por aí vai...


E você?
Qual o beijo que você mais gosta? Beijo molhado?
Aquele do tipo - boi babou?
Beijo no pescoço, babado? Que fica aquele cheiro de saliva e você que tomou aquele banho maravilhoso!
Beijo de língua?
Beijo calminho?
Ou o Beijo só de encostar o lábio no outro, e dar mordidinhas?
Beijos ardentes destes como na novela?
Beijo só de selinho?
Beijo de pequisa aquele que a língua reconhece todo o céu da boca?
Beijo do outro contar com a língua se você tem todos os dentes?
Beijo de ventosa?
Beijo forte e puxada no cabelo?
Ou sem beijo?
Afinal, hoje é o dia do beijo, e você já deu o seu?
Me conte... rsrsrsrs


Até a Ellen de Portugal,do blog OS MEUS MIMINHOS, mandou beijinhos para nós aqui do Brasil, vejam lá < a http://felixahell.blogspot.com/

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Festa, feriado, chocolate e renascimento


Todos vivemos o momento da Páscoa. Ao menos por aqui na nossa blogsfera e também em casa.

Nos Jornais da TV, a matéria que mais me chamou atenção, foi de que apesar da crise, nunca se vendeu tanto ovo de Páscoa quanto nesses dias. A venda supera 5% em relação ao ano passado, que diziam ser um ano de "folga" para o bolso do consumidor.

Um desses enormes super mercados que fui dia desses, fiquei impressionadíssima com a quantia de ovos de páscoa que ví distribuídos por ele todo. Fiquei até confusa com tanto ovo e chocolate! Uma loucura total! Vai entender isso? Quanto mais me interesso pela econômia, menos entendo esse bicho de sete cabeças.


Para os católicos, Jesus Cristo, quando ressuscita, nos entrega a possibilidade da salvação, de uma nova vida, - Ele nos liberta do sofrimento. O domingo de Páscoa é para ser respeitado e vivido com grande amor dentro de nossos corações. Ele volta e portanto, isto pode acontecer com qualquer um de nós, no sentido da relfexão. De buscar em nós, o melhor, o crescimento. Não é para passar um dia, de guloseimas apenas, embora os chocolates estejam aí para nos provocar.


Claro que é bom comer, viver e curtir, mas é bom perceber a vida.
Quanto aos ovos, são uma maravilha. A cada ano que passa, as empresas se especializam e capricham no visual, no sabor, no recheio, na apresentação, e no preço deles.

Gostoso mesmo, era quando eu era criança, e acordava no domingo de Páscoa louca para encontrar ovinhos pela casa toda! Tinha um sabor maravilhoso! Havia magia em tudo. Passei isso para meus filhos. Vamos ver se daqui em diante,continuarão a brincar de encontrar ovinhos com seus filhos, que um dia virão.

Feliz Páscoa a todos os meus amigos!
Que o coração de vocês esteja aberto para a Paz, para o amor, para a renovação - e desejo muita luz a cada um daqueles que travam algum tipo de relação comigo e também desejo muita Luz para a toda a Humanidade.




Fotos da UOL
Fabergé da Sweet Brazil,
Os da caixa são da Cau
Peppermint (os dois juntinhos)